Uma última palavra
João Perles
O último texto do ano poderia seguir a tendência festiva, entrar no clima do Natal com uma mensagem de fé, esperança e alguma dose de hipocrisia. Mas aos 47 anos de idade, com a experiência de quem quase sempre olhou para a história de Pereira Barreto pela ótica da criticidade, me sinto bem à vontade para afirmar que a cidade tem tudo para continuar dando errado nos planos político, econômico e social.
Para Pereira Barreto, acredito que amanhã será pior que hoje, o ano que vem será pior que 2011 e 2013 tende a uma degeneração ética e moral ainda maior que a vivida nos últimos anos.
Quando o Elege Notícias surgiu em 2009, suas publicações se limitavam a ensaios analíticos da história do município, com abordagens socioeconômicas a fim de que servisse como instrumento para se pensar o desenvolvimento da cidade. Uma tentativa de instigar um mínimo de comportamento inteligente e metodológico. Não deu certo. Foram mais de dois anos de estudo praticamente jogados fora.
Pereira Barreto é uma cidade onde tudo se estagnou. Há uma saturação total em seu aspecto socioeconômico: terminada a década de 1970, o número de habitantes continuou o mesmo; a matriz econômica, baseada na produção agropecuária, não conseguiu modificar substancialmente as condições de vida da parcela mais pobre da população; os recursos financeiros provenientes da geração de energia hidrelétrica apenas robusteceram os bolsos da classe política; o mito do turismo, tantas vezes aqui debatido, revelou-se definitivamente como a grande panaceia que sempre foi; e o comércio, salvo meia dúzia de exceções, capenga numa sobrevida melancólica.
Não existem mistérios. A realidade em que vivemos hoje encontra explicações nos elementos constitutivos da história do município. Sem compreender os mecanismos que amarram os elementos históricos estamos fadados a não produzir o debate necessário que rearticule o futuro em moldes diferentes dos que já vivenciamos nas últimas décadas.
Quando a classe política local abre a boca ou se aventura a escrever algo por suas linhas tortas, ingênuas e fajutas, me sinto diante de um bando de retardados. Podem ser astutos para roubar o dinheiro público, mas possuem deficiências intelectuais gravíssimas.
A comunidade pereira-barretense, em geral, tem se demonstrado muito complacente com a classe política. Essa permissividade da população gera monstrengos, entre os quais, os grupelhos que se denominam partidos políticos, mas que não ultrapassam o nível de gangues organizadas para dilapidar o patrimônio público e manter a cidade mergulhada na pobreza.
Abaixo, o mais completo estudo socioeconômico realizado pelo Elege Notícias. (Clique na imagem para ampliar)
João Perles
O último texto do ano poderia seguir a tendência festiva, entrar no clima do Natal com uma mensagem de fé, esperança e alguma dose de hipocrisia. Mas aos 47 anos de idade, com a experiência de quem quase sempre olhou para a história de Pereira Barreto pela ótica da criticidade, me sinto bem à vontade para afirmar que a cidade tem tudo para continuar dando errado nos planos político, econômico e social.
Para Pereira Barreto, acredito que amanhã será pior que hoje, o ano que vem será pior que 2011 e 2013 tende a uma degeneração ética e moral ainda maior que a vivida nos últimos anos.
Quando o Elege Notícias surgiu em 2009, suas publicações se limitavam a ensaios analíticos da história do município, com abordagens socioeconômicas a fim de que servisse como instrumento para se pensar o desenvolvimento da cidade. Uma tentativa de instigar um mínimo de comportamento inteligente e metodológico. Não deu certo. Foram mais de dois anos de estudo praticamente jogados fora.
Pereira Barreto é uma cidade onde tudo se estagnou. Há uma saturação total em seu aspecto socioeconômico: terminada a década de 1970, o número de habitantes continuou o mesmo; a matriz econômica, baseada na produção agropecuária, não conseguiu modificar substancialmente as condições de vida da parcela mais pobre da população; os recursos financeiros provenientes da geração de energia hidrelétrica apenas robusteceram os bolsos da classe política; o mito do turismo, tantas vezes aqui debatido, revelou-se definitivamente como a grande panaceia que sempre foi; e o comércio, salvo meia dúzia de exceções, capenga numa sobrevida melancólica.
Não existem mistérios. A realidade em que vivemos hoje encontra explicações nos elementos constitutivos da história do município. Sem compreender os mecanismos que amarram os elementos históricos estamos fadados a não produzir o debate necessário que rearticule o futuro em moldes diferentes dos que já vivenciamos nas últimas décadas.
Quando a classe política local abre a boca ou se aventura a escrever algo por suas linhas tortas, ingênuas e fajutas, me sinto diante de um bando de retardados. Podem ser astutos para roubar o dinheiro público, mas possuem deficiências intelectuais gravíssimas.
A comunidade pereira-barretense, em geral, tem se demonstrado muito complacente com a classe política. Essa permissividade da população gera monstrengos, entre os quais, os grupelhos que se denominam partidos políticos, mas que não ultrapassam o nível de gangues organizadas para dilapidar o patrimônio público e manter a cidade mergulhada na pobreza.
Abaixo, o mais completo estudo socioeconômico realizado pelo Elege Notícias. (Clique na imagem para ampliar)




